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 25/11/2013
Rastreamento de clientes pelo celular chega a lojas do Brasil
 
Todos internauta sabe, ou deveria saber a essa altura, que sua atividade on-
line é monitorada por lojas e anunciantes. Páginas visitadas, cliques, 
pesquisas, tudo é usado para entender um comportamento e exibir o anúncio 
certeiro -e assim, claro, aumentar as vendas.

A startup brasileira Gauzz quer dar o mesmo poder às lojas físicas 
tradicionais, implementando sensores que rastreiam por onde os clientes andam 
e o que fazem quando estão comprando.

O sistema usa sensores para registrar a passagem de qualquer smartphone que 
esteja com o wi-fi ligado -mesmo que ele não esteja conectado a uma rede.

Os dados dão origem a estatísticas que permitem ao lojista ver informações 
como o tempo médio que os clientes passam dentro da loja, qual a seção mais 
visitada, quantas vezes por semana um consumidor volta, entre outros.

Nos EUA, a Nordstrom, tradicional rede de varejo, testou secretamente por 
meses um sistema similar. Quando a iniciativa se tornou pública, gerou 
críticas sobre privacidade.

Para Thiago Balthazar, 25, fundador da Gauzz, as preocupações são infundadas. 
Ele diz que os dados são anônimos e os roteadores não capturam informações 
pessoais, apenas uma sequência numérica que identifica o aparelho, mas não seu 
dono.

"A gente já é rastreado de jeitos muito mais invasivos [...], com câmeras de 
vídeo, por exemplo", compara Eduardo Gomes, executivo da empresa Semma, que 
ajudará na implantação do sistema em lojas no país.

Mesmo assim, a Nordstrom anunciou a retirada do sistema poucos dias após a 
repercussão negativa.

Para evitar polêmicas por aqui, a Gauzz vai oferecer uma opção para quem não 
quiser ser seguido, mas avisar os clientes sobre a existência da vigilância 
será função dos lojistas.

O sistema está sendo testado em um shopping de Sorocaba, interior de São 
Paulo. A previsão é que comece seja vendido para lojas em breve.

LEI BRASIEIRA

Segundo Carlos Affonso de Souza, diretor do Instituto de Tecnologia e 
Sociedade da FGV-RJ, não há regulamentação para o sistema no Brasil.

"A que mais se aproxima é o Código de Defesa do Consumidor, que trata da 
coleta e do armazenamento de dados pessoais". diz. Elaborado em 1990, contudo, 
ele não dá conta das novas tecnologias.

Para Souza, a regulamentação pode vir do projeto de Lei Geral sobre Dados 
Pessoais, mas ele está em consulta pública e ainda nem tramita do Congresso.

Procurado, o Procon-SP disse que estudará a questão antes de dar parecer.



Fonte: Folha de São Paulo
www1.folha.uol.com.br/tec/2013/11/1375267-rastreamento-de-clientes-pelo-celular-chega-a-lojas-do-brasil.shtml
 
 
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