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 21/02/2015
Muito além do WhatsApp
 
O aplicativo de mensagens Viber poderia se orgulhar do segundo lugar. 
Mas está conseguindo virar o jogo com uma estratégia inusitada

O Viber, desenvolvido pelos israelenses Talmon Marco, Igor Megzinik, Sani 
Maroli e Ofer Smocha, tinha tudo para ser um coadjuvante de luxo e se 
orgulhar do segundo lugar no ranking dos aplicativos de mensagens. Afinal, 
seu rival é nada menos que o WhatsApp, criado pelo ucraniano Jan Koum e 
pelo americano Brian Acton, vendido por US$ 21,9 bilhões, em fevereiro do 
ano passado, para o Facebook. Naquele mesmo mês, o Viber havia sido 
comprado por US$ 900 milhões pela japonesa Rakuten, uma pequena fração do 
que se dispôs a pagar Mark Zuckerberg pelo WhatsApp, que na época 
contabilizava 450 milhões de usuários.

Um ano depois, a companhia está dando a volta por cima e conseguindo o que 
o mercado duvidava: ser um rival à altura para o WhatsApp. No ano passado, 
o número de usuários cresceu 130%, chegando a 460 milhões. Para efeito de 
comparação, é mais – muito mais, aliás – do que a badalada rede social 
Twitter, que conta com 288 milhões de consumidores. É verdade que o 
WhatsApp já chegou a 700 milhões de pessoas. Mas o Viber, de maneira 
silenciosa, está conseguindo incomodar o líder, com uma estratégia para se 
diferenciar. Desde seu lançamento, o Viber é uma ferramenta que apresenta 
mais recursos que seu principal rival.

A possibilidade de fazer ligações e chamadas de vídeos estava presente no 
Viber já em seus primeiros meses de existência. Esses itens ainda não 
chegaram ao WhatsApp. Em janeiro deste ano, o aplicativo do Facebook 
ganhou uma versão para desktop, recurso que os usuários do Viber já tinham 
há muito tempo. O grande diferencial entre ambos, no entanto, é que o 
programa da Rakuten deixou de ser apenas um aplicativo de mensagens para 
se tornar uma rede social. “Incluímos ferramentas de compartilhamento e de 
criação de grupos e de páginas”, afirma Mark Hardy, diretor de marketing 
do Viber, que falou à DINHEIRO, da capital inglesa, usando o recurso de 
chamada de vídeo. “Mudamos a proposta.”

O Brasil já é o quarto mercado para o Viber e um dos que mais cresceram no 
ano passado. O número de usuários passou de oito milhões, em 2013, para 23 
milhões, em 2015, um salto de 188%. E, mais uma vez, essa expansão 
aconteceu à custa dos pontos frágeis do concorrente. O WhatsApp estava 
sendo muito usado para comunicação entre programas de rádio e de televisão 
com seus fãs, mas sem uma plataforma específica para atendê-los. O Viber, 
então, ofereceu a oportunidade para que essas atrações criassem páginas em 
sua plataforma e entregou uma interface específica para facilitar a 
interação com os ouvintes e telespectadores, sem custos.

“Hoje rádios como Metropolitana e Mix, programas de tevê como o Pânico e 
canais como a Rede TV! usam nossos serviços”, diz Luiz Felipe Barros, 
diretor do Viber no País. “Complementamos com parcerias com celebridades, 
que agora contam com canais de comunicação no Viber, como o cantor Luan 
Santana e o lutador Anderson Silva.” Apesar de continuar a uma 
considerável distância do WhatsApp, o Viber já consegue fazer outra coisa 
que o rival ainda não consegue: ganhar dinheiro. Atualmente, o aplicativo 
gera recursos com a venda de emoticons animados (aqueles símbolos 
engraçadinhos que os usuários colocam nas mensagens) e com a venda de 
pacotes de minutos para ligações via internet.

Além disso, a empresa lançou no começo deste mês sua plataforma de jogos 
móveis, com games no estilo do famoso Candy Crush Saga, sucesso da 
desenvolvedora americana King. Os planos do Viber incluem também a 
integração com ferramentas de comércio eletrônico, desenvolvendo funções 
de micropagamentos. Afinal, a Rakuten, sua controladora, é conhecida como 
a Amazon do Japão. “Estamos nos tornando muito mais do que um mero 
aplicativo de mensagem”, afirma Hardy. “Seremos uma plataforma que vai 
entregar uma série de serviços.” Se a estratégia der certo, a Viber 
brigará não apenas com o WhatsApp, mas com todo o império digital de 
Zuckerberg. Não é pouco.

Fonte: Istoé Dinheiro
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/mercado-digital/20150220/muito-alem-whatsapp/234820.shtml
 
 
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