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 17/05/2015
Deu tudo errado
 
A americana AOL fez o maior negócio da história ao se unir à Time 
Warner, em 2000. Sua venda para a Verizon marca o fim de uma época


Bolha Pontcom: Case (à esq.) e Levin anunciam fusão entre AOL e Time 
Warner ( foto: Montagem sobre fotode MIKE SEGAR)

Na segunda-feira 12, a empresa de telefonia Verizon anunciou a compra da 
AOL por US$ 4,4 bilhões. A transação marca o fim de uma era. Em 10 de 
janeiro de 2000, os executivos Steve Case, CEO da provedora de acesso à 
internet AOL, e o Gerald Levin, chairman do conglomerado de mídia Time 
Warner, assombraram o mundo quando anunciaram a fusão das duas empresas. 
Na época considerado o maior negócio da história, a transação foi estimada 
em US$ 163 bilhões em troca de ações e colocou a AOL como protagonista do 
acordo. Seus acionistas ficaram com 55% da nova empresa.

A gigante Time Warner, dona da rede de tevê a cabo CNN, dos estúdios 
Warner Bros. e da revista Time, era engolida por um gigante da nascente 
indústria digital. No auge da bolha pontocom, o negócio fazia sentido. Nos 
anos 1990, a AOL era sinônimo de acesso à internet e uma das companhias 
mais promissoras do mundo. Os analistas de mercado consideram que o 
espólio da ex-gigante de internet será útil para a operadora abrir novas 
frentes de receita. “A AOL tem tecnologia para ajudar a Verizon a 
monetizar de maneira mais eficiente do que a simples venda de 
assinaturas”, afirma Bill Menezes, analista da consultoria americana 
Gartner.

“O conteúdo e tecnologia de propaganda ajudarão a Verizon a competir 
contra Google e Facebook.” Trata-se de um triste fim para a AOL e um 
indicativo de como as mudanças acontecem velozmente na área digital. 
Empresas consideradas invencíveis e nascidas para durar são rapidamente 
suplantadas por outras. O erro da AOL foi ter limitado-se a ser uma 
provedora de acesso e de conteúdo. Dessa forma, assistiu passivamente à 
ascensão do Google e do Facebook, os novos donos do pedaço na web. Nove 
anos depois, a fusão AOL Time Warner era desfeita e Tim Armstrong, ex-
Google, passou a comandar a AOL.

O executivo ficou famoso por comprar de sites de conteúdo como TechCrunch 
e Huffington Post. Mas o pulo do gato da estratégia de Armstrong estava na 
arquitetura de um sistema de publicidade online. O executivo adquiriu 
pequenas empresas de marketing, como Pictela, Convertro e Adap.tv, e de 
vídeo, como StudioNow, GoViral e Vidible. Com isso, a AOL tornou-se 
proprietária de um conjunto de ativos respeitáveis nos negócios de 
celulares e vídeo. Uma das joias da coroa é o AOL On, plataforma ao estilo 
Netflix, que já conta com produções próprias.

Fonte: IstoÉ Dinheiro
www.istoedinheiro.com.br/noticias/mercado-digital/20150515/deu-tudo-errado/260893.shtml
 
 
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